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Reflexões Pré-Eleitorais (IV) – Os “Princípios” ou as “Normas Programáticas” do Manifesto

Manifesto

O Projecto Gâmbito apresenta como lema «o nosso compromisso é com a legalidade e com a verdade desportiva». Creio que não poderíamos ser mais claros e directos sobre os princípios em que nos pretendemos mover.

E estes princípios encontram-se sintetizados no Manifesto que apresentámos e que de uma forma clara e didáctica foram explicados pelo Carlos Sirgado no artigo Os Princípios do Manifesto Eleitoral.

Ainda que não esgotasse o tema o artigo abordou alguns dos aspectos mais importantes do ponto de vista da nossa candidatura ou não fosse por acaso que figuram em primeiro lugar.

Independentemente da ideia que se tenha do que vai ser a actividade de cada um dos delegados na Assembleia Geral da FPX, todos reconhecerão que esta reunião magna federativa deverá ser apenas detentora do “poder legislativo” – na clássica tripla divisão do poder em sistemas democráticos – e não acumule qualquer dos poderes executivo ou judicial.

O executivo depende da Assembleia Geral que o elege mas tem competências estatutárias próprias. A ser assim não são os delegados – por mais reforço do poder ou intervenção associativa que reivindiquem – que governam, logo não têm de apresentar um “programa de governo”, sendo irrelevantes essas preocupações.

Enquanto a FPX como um todo, em que os delegados são parte integrante, não pensar e agir mudando os hábitos e condutas será (quase) sempre irrelevante aquilo que possam fazer os delegados, ainda que disso não tenham a consciência. A não ser que os próprios delegados comecem a pensar alterar esta situação, uma das intenções do nosso projecto.

Normas Programáticas ou ProgramaFace ao exposto, seria fácil compreender que os princípios apresentados no Manifesto (Eleitoral) sejam ele próprio uma lista de princípios ou normas programáticas.

De facto, é fácil recolher do Manifesto apresentado as ideias-base para a sustentação de um programa eleitoral ou de actuação do Projecto Gâmbito. O programa pode então ser lido e consultado à luz do Manifesto porque os princípios estão lá, dependendo da perspectiva da sua leitura.

Não estamos disponíveis para apresentar um catálogo de promessas que não chegam sequer a ser levadas a sério.

Por isso, explicitamos o que pode ser um compromisso eleitoral para com os eleitores que apoiam o nosso projecto e as ideias que ele veicula.

E se em vez de estarem a ler um Manifesto estivessem a ler um compromisso ou um programa isso alteraria alguma coisa? Apenas a apresentação das ideias-chave que, como afirmado, estão lá todas.

Apresento a sinopse para a leitura:

  1. Actuar
  2. Agir
  3. Informar
  4. Participar

e, noutro plano,

  1. Debater
  2. Dialogar
  3. Decidir
  4. Divulgar

Espero ter sido útil.

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Reflexões Pré-Eleitorais (III) – Os candidatos da Lista A

Candidatos da Lista A

Pessoalmente, considero a lista que integro, equilibrada, coesa e unida, em torno dos objectivos e princípios muito claros que subscreve no Manifesto que apresentou à comunidade xadrezista.

A Lista A tem no seu seio um pouco de tudo o que encontramos e enriquece a nossa modalidade.

Temos

Dois ex-dirigentes do xadrez nacional, um da Direcção da FPX e da AX Lisboa e outro da AX Lisboa.

Dois dirigentes associativos, um dirigente da AX Leiria e outro da AX Santarém.

O Presidente da Associação de Mestres (APMX).

Um ex-seleccionador nacional absoluto e um ex-director técnico que foi igualmente seleccionador nacional feminino.

Todos são praticantes, mas alguns exercem igualmente as suas actividades, integrados nas categorias de árbitros e técnicos, como monitores e treinadores.

Dois são dirigentes de clubes filiados na AX Lisboa e AX Évora e dois ex-dirigentes de clubes da AX Lisboa.

Quatro estão inscritos por clubes de Lisboa, dois por Évora, dois por Leiria, um por Aveiro, um por Coimbra, isto é dez são os candidatos vinculados a cinco associações.

A média de idades dos dez candidatos é de 47,5 anos.

O conhecimento, a competência, a credibilidade e o respeito granjeados são quatro dos mais fortes argumentos apresentados – trunfos dirão alguns – pela Lista A dos praticantes.

Os eleitores dirão de sua justiça, quem pretendem ver como seus representantes na Assembleia Geral da FPX.

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Reflexões Pré-Eleitorais (II) – A unidade de esforços

20 Outubro 2009 Comentários fechados

Com um Manifesto nas mãos e uma lista de candidatáveis na outra era tempo de contactos e convites.

Uma mão não chega para anotar o nome das personalidades contactadas e que por razões muito válidas não puderam aceitar. Nenhuma, no entanto, o fez por recusa do projecto ou dos nomes. Nenhuma se preocupou sequer com a elegibilidade da sua candidatura.

Com todos houve conversas em que foi claramente descrita a situação e a proposta que defendíamos. Em nenhum caso foi imposta, de parte a parte, “condições” para integrar a lista, fossem de carácter associativo ou político-ideológico.

A ninguém foi perguntado se estavam a favor ou contra os órgãos sociais federativos, mas tão só, a existência de “pensamento crítico autónomo” e vontade de o exprimir livremente como Delegados eleitos na Assembleia Geral da FPX ou como autor num blogue a criar propositadamente para o Projecto Gâmbito, onde cada defenderia os seus pontos de vista sobre o xadrez.

Pretendemos o debate livre e elevado, sério e honesto, rigoroso e verdadeiro, dentro e fora da Assembleia Geral da FPX. Com todos os que nos quiserem acompanhar.

Não estamos mancomunados contra ninguém, mas unidos em defesa de um projecto em que acreditamos ainda ser possível estar no xadrez – no respeito pelos regulamentos e pela verdade desportiva.

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Reflexões Pré-Eleitorais (I) – Como tudo começou

O início... ("Cosmic Egg")

Há, pelo menos, meia dúzia de anos que vínhamos conversando – o António Pereira dos Santos, o Carlos Sirgado e eu, entre outros, alguns dos quais nem quiseram ouvir falar da FPX quando ousámos convidá-los para integrar a lista que apresentamos.

A desilusão, a desmotivação e o desinteresse era (é) tão grande que vimos estreitar-se o grupo de candidatáveis que foi esboçado.

Sempre acreditámos que seria possível apresentar uma candidatura diferente, onde os desiludidos do xadrez pudessem encontrar (ainda) uma esperança de mudar o rumo que o xadrez nacional vem trazendo há anos.

A primeira “vitória” foi termos apercebido que ainda havia uma réstia de esperança e de força de vontade para reunir, ainda que as forças fossem escasseando por desilusões e contratempos constantes, um grupo de interessados.

Da fraqueza fizemos forças e considerámos que não podíamos desperdiçar a oportunidade de dar a conhecer uma visão diferente e metemos mãos à obra, como soe dizer-se.

Não podíamos nem devíamos aparecer de mãos vazias nem de bolsos cheios, isto é, não podíamos fazer um ajuntamento de boas vontades ou um saco de esperança. Os tempos actuais não estão para ilusões.

Era importante ir mais longe, apresentar uma plataforma de actuação, ou seja, o ambiente em que nos movíamos, uma exposição escrita em que manifestássemos o que é preciso e que desejamos que se saiba, enfim, uma carta de intenções, uma proclamação de princípios, um manifesto.

E dar a conhecer o que nos une num Manifesto que apresentámos. No essencial, todos nos conhecemos uns aos outros há anos e partilhamos os mesmos anseios.

Se havia um momento de afirmar publicamente a nossa discordância com o rumo que o xadrez nacional tem trazido era este. Apresentar-se a jogo e não apenas no exercício de crítica, por mais legítima, verdadeira e séria que fosse.

Assim nasceu o Projecto Gambito, um grupo de discussão para a elaboração de um projecto alternativo para o xadrez nacional, aberto e disponível a todos que estejam disponíveis para dialogar e agir.

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